OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano C



Caros irmãos, a liturgia do oitavo domingo do Tempo Comum, ano C, traz, para nossa reflexão e oração, mais um trecho do discurso de Jesus a Seus discípulos, sequência daquilo que já ouvimos nos dois últimos domingos (cf. Lc 6,39-45). De coração aberto à Graça de Deus, rezemos, pedindo ao Senhor que nos dê o Espírito do discernimento para que não sejamos confundidos.

Pelos frutos, se conhecem as árvores. É o que afirma Jesus, na esteira da sabedoria do AT (cf. Eclo 27,7 – primeira leitura): “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos” (Lc 6,43-44). É evidente que esse ensinamento pode ser aplicado em diversos âmbitos da nossa vida. Contudo, é preciso aplicá-lo, em primeiro lugar à nossa vida espiritual. Pois o demônio é o pai da mentira e a tentação é basicamente uma má propaganda, uma promessa de receber bons frutos de árvores más: de fato, vida, liberdade e felicidade não podem vir do pecado.

Ao mesmo tempo, as falsas promessas do pecado parecem garantir êxito imediato, enquanto as promessas de Deus demoram a se cumprir. Por isso, precisamos seguir o conselho do Apóstolo: “meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que vossas fadigas não são em vão” (1Cor 15,58). Dessa forma, deixando-nos guiar por Deus e não mais sendo enganados pelas armadilhas do Inimigo, podemos ter o coração tranquilo para, inclusive, corrigir o irmão que tomou a estrada errada e chamá-lo à conversão que já experimentamos ativa em nós.

Ó Pai, enviai-nos o Espírito Santo como luz para os nossos corações a fim de que sejamos capazes de reconhecer o caminho Jesus, Teu Filho, e nele perseverar até o fim! Maria santíssima, Mãe de Deus e nossa, ajuda-nos a cultivar o silêncio e a meditação. São José, nosso protetor, dá-nos coragem para enfrentar a tentação.

Sub tuum præsidium confugimus. sancta Dei Genitrix: nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus: sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.


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