QUARTO DOMINGO DA QUARESMA – Ano C


Caros irmãos, na liturgia do quarto domingo da Quaresma, no ano C, encontramos uma das mais belas páginas dos evangelhos, conhecida como a parábola do filho pródigo (cf. Lc 15,1-3.11-32). Abramos o nosso coração ao amor misericordioso de nosso Deus e Pai para não só encontrarmos o Seu abraço, mas também para nos tornarmos semelhantes a Ele.

Concentremos nosso olhar em três realidades que a parábola nos ajuda a enxergar: a mentira do pecado; a Misericórdia que nos espera; e a luz que transforma nossa vida. A primeira, nós vemos na jornada do filho mais novo que, dando as costas para o pai e, com seus dons, vai atrás de uma promessa mentirosa de felicidade: no fim, ele não tinha nem mesmo com o que se alimentar (cf. Lc 15,16). Assim também o pecado é uma falsa promessa de felicidade que destrói em nós a dignidade de filhos de Deus e nos leva à mais profunda frustração.

A segunda realidade, vemos na postura do pai que viu ao longe seu filho que voltava para casa (cf. Lc 15,20). Não é difícil entender que aquele pai tinha os olhos fixos na estrada e, no coração, a esperança do retorno de seu filho... Como é grande a misericórdia de Deus que não cessa – nem por um momento sequer – de esperar-nos; que deseja a nossa conversão e salvação mais do que nós mesmos, pois não pode deixar de nos amar com toda a potência de Seu coração.

Por fim, contemplamos a luz que nos transforma naquele cair-em-si do filho faminto (cf. Lc 15,17). Meus irmãos, como precisamos da luz divina do Espírito Santo para perceber a mentira que envolve o pecado e a maldade daquele que o propõe! Como precisamos cair em nós mesmos para entender que não existe outra possibilidade de felicidade e realização senão aquela de estar junto do Pai! Deixemo-nos, portanto, tocar e transformar por Aquele que só quer o nosso bem.

Ó Pai, dá-nos o Espírito Santo e converte-nos ao Teu Filho, Jesus Cristo! Maria santíssima, Mãe de Misericórdia, ensina-nos a dizer sim a Deus. São José, nosso protetor, ajuda-nos a confiar no Pai.

Sub tuum præsidium confugimus. sancta Dei Genitrix: nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus: sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.

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