QUINTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL (Ano C)


Caros irmãos, a partir deste quinto domingo do Tempo Pascal, a liturgia dirige nosso olhar para o mistério de Pentecostes levando-nos de volta ao cenáculo, à cena da última ceia (cf. Jo 13,31-33a.34-35). Rezemos, pedindo ao Senhor o dom de Seu Espírito para que tenhamos nosso coração renovado.

Precisamente no momento de Sua Paixão, o Senhor declara: “agora foi glorificado o Filho do Homem” (Jo 13,31). De fato, a Paixão e a Ressurreição estão intimamente unidas porque se tratam da revelação definitiva do Amor de Deus e de sua vitória sobre o pecado e a morte. Assim, Jesus nos mostra que o amor supremo se manifesta na doação total de si à pessoa que precisa ser amada, ainda que não seja amável. E, só então, Ele nos deixa um novo mandamento: “como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34).

O que o Senhor nos pede, portanto, é que amemos o nosso próximo com o amor que Ele nos amou. Antes de tudo, isso significa amar aquele que não é amável – e todos nós precisamos ser amados sem nenhuma condição para tanto, pois frequentemente também não somos amáveis, ou seja, não merecemos ser amados. Em seguida, significa que precisamos amar com um amor sobre-humano, divino: aquele Amor que renova nosso coração, o Amor que une o Pai e o Filho – o Espírito Santo. Abramos, assim, nossa vida para que o dom de Deus faça novas todas as coisas a começar por nós.

Ó Pai, dá-nos o Espírito de Teu Filho para que nos tornemos capazes de amar como somos amados! Maria santíssima, Mãe de Deus e nossa, permanece conosco em oração clamando o Espírito Santo. São José, nosso protetor, ensina-nos a acolher o dom inesperado de Deus.

Regina Cæli, lætare, alleluia; Quia quem meruisti portare, alleluia; Resurrexit, sicut dixit, alleluia; Ora pro nobis Deum, alleluia.

5 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo