SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO – Ano C


Caros irmãos, celebrando o segundo domingo do Advento, Ano C, a liturgia nos apresenta uma síntese do ministério de S. João Batista (cf. Lc 3,1-6). Este é também o último domingo do ano de S. José. Rezemos, pedindo ao Senhor que nos dê a graça de um coração aberto e disponível para acolher a Sua Palavra viva e eficaz.

S. Lucas, no trecho que antecede imediatamente o início da vida pública de Jesus, situa historicamente os acontecimentos que vai narrar com grande precisão (cf. Lc 3,1-2a). O Santo Padre, Papa emérito Bento XVI, comentando essa passagem, nos lembra que “o Evangelista quer recordar a quem lê ou ouve, que o Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma história verdadeira, e que Jesus de Nazaré é uma personagem histórica inserida naquele contexto específico” [1]. Tal recordação é importante porque nos leva a meditar o fato que Deus age na história humana: irrompeu nela em Jesus Cristo e quer transformar nossa história de vida pessoal. Portanto, real é a nossa salvação e a sua atuação se verifica em atitudes concretas, como vemos na vida dos santos.

Além disso, o texto evangélico destaca que “a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto” (Lc 3,2b). O deserto como lugar onde se encontra aquele a quem a Palavra se dirige, pode ser interpretado, entre outros, como lugar de silêncio e incômodo. Silêncio porque é preciso fugir do barulho para escutar Deus: Ele nos fala ao coração quando se calam as outras vozes que gritam em nós. Ao mesmo tempo, o deserto não é lugar de conforto e desatenção: de fato, devemos estar atentos, vigilantes, ao Senhor que vem ao nosso encontro e a Sua Palavra nos desinstalará, não nos deixará comodamente inertes, mas, iluminando as nossas trevas nos chamará para a luz da vida em Deus. Que Ele nos encontre bem dispostos para nos deixarmos transformar pela Sua Graça.

Ó Pai dá-nos o Espírito Santo a fim de que tenhamos um coração aberto para acolher Teu Filho Jesus Cristo! Maria santíssima, mãe de Deus e nossa, ensina-nos a rezar! São José, nosso protetor, dá-nos o dom do silêncio e da contemplação.

Sub tuum præsidium confugimus. sancta Dei Genitrix: nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus: sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.

[1] Bento XVI, Angelus, 6 de dezembro de 2009.

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