SEXTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL (Ano C)


Caros irmãos, na liturgia deste sexto domingo do Tempo Pascal, continuamos a rezar com as palavras de nosso Senhor no cenáculo, durante a última ceia (cf. Jo 14,23-29). Abramos nosso coração ao dom de Deus e deixemo-nos habitar pela Sua presença salvadora.

O evangelho desta liturgia começa com as seguintes palavras de Jesus: “se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,23). Nelas, podemos ver o grande amor de Deus por nós que se manifesta nas palavras que Ele nos dirigiu através de Seu Filho e pela disposição que Pai e Filho demonstram de vir fazer morada em nós pelo Espírito Santo prometido. De fato, ainda que exigente, a Palavra de Deus é sempre um sinal do Seu amor que nos chama à vida divina. Além disso, a majestade divina continua manifestando-se através de um esvaziamento: Deus quer morar em nós para nos elevar à Sua vida.

A nossa resposta a Deus se dará, assim, no guardar Sua Palavra. Podemos guardá-la meditando cotidianamente, ou seja, fazendo dela a base da nossa oração. Além disso, quanto mais impregnado formos pela Palavra através da meditação, ela se transformará em critério de discernimento para nossas ações concretas. Em tudo isso, precisamos – é evidente – estar abertos e disponíveis porque é o Senhor mesmo que, com a Graça do Espírito Santo, nos guiará e sustentará no caminho. Conservemo-nos, portanto, abertos Àquele que nos ama mais que nós mesmos e deixemos que Ele transforme nosso coração conforme a Sua vontade.

Dá-nos, ó Pai, o Espírito Santo para que tenhamos o coração aberto a Teu Filho Jesus Cristo. Maria, Mãe de Misericórdia, ajuda-nos a perseverar nos caminhos de Jesus. S. José, esposo de Maria, ensina-nos a rezar.

Regina Cæli, lætare, alleluia; Quia quem meruisti portare, alleluia; Resurrexit, sicut dixit, alleluia; Ora pro nobis Deum, alleluia.

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