TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B

Caros irmãos, a liturgia do trigésimo domingo do Tempo Comum, Ano B, apresenta-nos a cura do cego Bartimeu que Jesus encontrou na saída de Jericó (cf. Mc 10,46-53). Peçamos humildemente ao Senhor que nos dê a graça de enxergar bem para segui-lo.

No capítulo décimo do Evangelho segundo S. Marcos, Jesus está caminhando com Seus discípulos e grande multidão para Jerusalém: Ele anuncia, pela terceira vez o que lá lhe acontecerá (cf. Mc 10,32-34) e, ainda assim, os discípulos resistem a ponto dos filhos de Zebedeu pedirem algo descabido e suscitarem indignação dos outros apóstolos (cf. Mc 10,35-41). Pela advertência do Cristo em relação a tal, nota-se que, de fato, eles ainda não tinham compreendido que a Cruz era parte indispensável da obra do Messias (cf. Mc 10,42-45). Porém, aquele cego à beira do caminho reconhece o Senhor apenas ouvindo dizer que era Jesus Nazareno e começa a clamar não por glória, mas por misericórdia. E ainda persiste no clamor mesmo sob a repressão de muitos que ali estavam.

Como é importante crer naquilo que Jesus é – e não naquilo que gostaríamos que Ele fosse – e pedir com força e insistência o que mais temos necessidade: misericórdia! Ainda que estejamos à beira do caminho, ainda que não O possamos ver, ainda que outros ao redor nos desencorajem, clamemos: Jesus, Filho de Davi, piedade! Uma coisa podemos ter certeza: é Ele o sumo e misericordioso sacerdote capaz de se compadecer de nossa cegueira e de nossa fraqueza (cf. Hb 5,2 – segunda leitura); é Ele o Deus conosco que nos recebe e nos conduz por um caminho reto (cf. Jr 31,9 – primeira leitura). Por isso, quando Ele nos chamar, não hesitemos em tudo deixar para trás, como Bartimeu a seu manto, porque Ele tem poder de nos curar e, assim, nos tornaremos capazes de segui-lo em Seu caminho: pela Cruz à Ressurreição.

Ó Pai dá-nos a luz do Espírito Santo para que reconheçamos Teu Filho Jesus Cristo que Se faz

presente todos os dias em nossa vida! Ó Mãe de Misericórdia, ajuda-nos a perseverar na fé! São José, nosso protetor, conduze-nos à intimidade com Jesus.

Sub tuum præsidium confugimus. sancta Dei Genitrix: nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus: sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta.

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